quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Jovens esperança Igreja Bento‏

PRAGA, 28 Set. 09 (ACI) .- Ao finalizar a Missa pela festa de São Venceslau, o Papa Bento XVI se dirigiu aos mais de dez mil jovens que acamparam em uma parte da esplanada do Melnik para estar presentes na Eucaristia. o Santo Padre lhes recordou que "são a esperança da Igreja que espera que lhes façam mensageiros da esperança".

"Com vocês também o Papa se sente jovem!", exclamou o Papa agradecendo a seus peregrinos "entusiasmo e sua generosidade" e assinalou que "em cada jovem há uma aspiração à felicidade, às vezes misturada com um sentimento de inquietude; uma aspiração que, entretanto, freqüentemente a sociedade de consumo explora de forma falsa e alienante".

"É necessário em troca avaliar seriamente o desejo de felicidade, que exige uma resposta verdadeira e exaustiva. A sua idade se tomam as primeiras grandes decisões, capazes de orientar a vida para o bem ou para o mal", acrescentou.

O Santo Padre recordou aos jovens as palavras de Santo Agustinho, quando afirmava que "o coração de todas as pessoas está inquieto até que não encontra o que realmente busca". E Agustinho descobriu que "só Jesus Cristo era a resposta satisfatória ao desejo, dele e de cada ser humano, de uma vida feliz, cheia de significado e de valor".

"Como fez com ele, o Senhor sai ao encontro de cada um de vós. Bate na porta de sua liberdade e lhes pede que o acolham como amigo. Ele quer fazê-los felizes, enchê-los de humanidade e dignidade. A fé cristã é isto: o encontro com Cristo, Pessoa viva que dá à vida um novo horizonte e com isso a direção decisiva".

O Senhor, efetivamente, continuou o Papa, "chama a cada um por seu nome e quer confiar-lhes uma missão específica na Igreja e na sociedade. Renova-lhes constantemente o convite a serem discípulos e testemunhas deles. Ele chama muitos ao matrimônio, e a preparação para este sacramento constitui um caminho vocacional verdadeiro. Considerem então seriamente a chamada divina a constituir uma família cristã e que a juventude seja o tempo para construir com responsabilidade seu futuro. A sociedade necessita famílias cristãs, famílias santas".

"Se o Senhor os chamar a segui-lo no sacerdócio ministerial ou na vida consagrada não duvidem em responder ao seu convite. Em particular, neste Ano Sacerdotal, dirijo a vós, jovens. A Igreja, também neste país, necessita sacerdotes numerosos e Santos e pessoas totalmente consagradas ao serviço de Cristo, esperança do mundo", exortou.

"A esperança! Esta palavra a que recorro freqüentemente se conjuga bem com a juventude. Vós, queridos jovens, são a esperança da Igreja que espera que vocês se façam mensageiros da esperança", disse logo Bento XVI.

O Papa convidou os jovens a participar da próxima Jornada Mundial da Juventude que terá lugar em Madrid (Espanha) em agosto de 2011, e pediu que vivessem a fé "com entusiasmo e alegria, crescendo na unidade entre vós e Cristo, rezando e sendo assíduos na prática dos sacramentos, sobre tudo a Eucaristia e a Confissão".

PRAGA, 28 Set. 09 (ACI) .- No encontro realizado ontem no Arcebispado da Praga com os membros do Conselho Ecumênico da República Tcheca, o Papa Bento XVI alentou os cristãos a compartilharem o tesouro da salvação com todo mundo, já que o "cristianismo tem muito que oferecer no âmbito prático e moral".

"É difícil acreditar que passaram só duas décadas desde que a queda dos regimes precedentes deu lugar a uma transição difícil, mas produtiva para estruturas políticas mais participativas", disse o Santo Padre. "Neste período os cristãos se uniram a outras pessoas de boa vontade para contribuir a reconstruir uma ordem política justa e seguem comprometidos no diálogo para abrir novos caminhos para a compreensão e a colaboração recíproca de cara à paz e o progresso do bem comum", continuou.

Entretanto, observou, "brotam sob novas formas tentativas de marginar o influxo do cristianismo na vida pública, às vezes com o pretexto de que seus ensinos são prejudiciais para o bem-estar da sociedade. A separação artificial do Evangelho da vida intelectual e pública deveria levar-nos a comprometer-nos em uma recíproca 'autocrítica da idade moderna' e 'autocrítica do cristianismo moderno', sobre tudo respeito à esperança que podem oferecer à humanidade em um período caracterizado pela proliferação de diversas visões do mundo".

"O cristianismo tem muito que oferecer no âmbito prático e moral", assegurou Bento XVI e além disso "oferece uma realidade mais profunda e inseparável da 'economia' da caridade que obra neste mundo: Oferece a salvação".

O Santo Padre explicou então que "o término salvação, rico de significados expressa algo fundamental e universal no desejo humano da felicidade e a plenitude. É a verdade central do Evangelho, o objetivo ao que aponta qualquer esforço de evangelização e atenção pastoral. E é o critério sobre o qual os cristãos se centram sempre quando tratam de curar as feridas e divisões do passado".

"A proclamação por parte da Igreja da salvação em Jesus Cristo é sempre antiga e sempre nova. Quando a Europa escuta a história do cristianismo, escuta sua mesma história. Suas noções de justiça, de liberdade e responsabilidade social, junto com as instituições culturais e jurídicas estabelecidas para defender estas idéias e transmiti-las às gerações futuras estão plasmadas por sua herança cristã. Na verdade, a memória do passado alimenta suas aspirações de futuro". QUÉ, QUÉ ISSO???

Recordando os Santos Adalberto e Agnes, que difundiram o Evangelho "convencidos de que os cristãos não deviam dobrar-se sobre si mesmos, temerosos do mundo, mas sim deviam compartilhar com confiança o tesouro que lhes foi confiado", o Papa Bento XVI assinalou que também os cristãos de hoje, "abrindo-se à situação atual e reconhecendo tudo de bom da sociedade, devem ter o valor de convidar os homens e mulheres à conversão radical que deriva do encontro com Cristo e introduz em uma nova vida de graça".

"Desde este ponto de vista entendemos com mais claridade por que os cristãos devem unir-se a outros para recordar a Europa suas raízes. Não porque estas raízes se secaram. Ao contrário: pelo fato de que sigam, de forma tênue, mas fecunda, dando ao continente o sustento espiritual e moral que permite estabelecer um diálogo significativo com pessoas de outras culturas e religiões. Precisamente porque o Evangelho não é uma ideologia, não pretende bloquear dentro de esquemas rígidos as realidades sócio- políticas que mudam. Ao contrário, transcende as vicissitudes deste mundo e aponta uma luz nova sobre a dignidade da pessoa em cada época".

Finalmente o Papa pediu a "Deus que nos dê um espírito valoroso para compartilhar as verdades salvíficas eternas que permitiram e seguirão permitindo o progresso social e cultural deste continente".

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